"Uma imagem vinda da Inglaterra e divulgada essa semana na internet assombrou o mundo: uma faca parece estar dentro do crânio de um jovem de 16 anos, atacado numa briga. O mais inacreditável é que o jovem não morreu.

"Aparentemente nessa imagem, a faca penetrou dentro do crânio da pessoa, mas ela permeou pelo lado de fora, dissecou o couro cabeludo e se alojou na ponta, mas fora do crânio, não conseguiu perfurar o osso. Nesse caso, o paciente pode sobreviver, desde que ele tenha sorte de não furar nenhuma artéria, nenhuma veia", explica Fernando Alves Moreira, presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia. "...

"O maior hospital público do Rio, o Souza Aguiar, tem até um pequeno museu com os objetos mais estranhos engolidos pelos pacientes nos últimos 60 anos.

"O que chama mais atenção são peças de formatos grandes ou peças de formatos inexplicáveis e, principalmente, peças que trazem risco para o paciente", aponta o cirurgião Josué Kardek.

As crianças são as vítimas mais freqüentes. "Sem dúvida, moedas são os mais freqüentes objetos engolidos, seguidas dos clipes, chaves", enumera uma radiologista.

Na maioria das vezes, essas radiografias estranhas são resultados de acidentes, mas nem sempre. Na Grande São Paulo, a dona de casa Sueli de Paula Gica vive há 25 anos com uma pinça cirúrgica de cerca de 15 centímetros presa a um osso da bacia, por erro médico.

Sueli sempre sentiu muitas dores em atividades simples, com sentar e levantar objetos. Mas só há seis meses descobriu a causa. "Achávamos que poderia ser uma úlcera, aí eu fui tirar o raio-x. Quando eu vi, achei que não era verdade", diz ela.

Ao longo dos anos, a pinça foi revestida pelo tecido ósseo. "Ela está ali organizada, como se fosse parte do organismo", esclarece o radiologista Fernando Alves Moreira. Agora, Sueli espera uma perícia para, finalmente, fazer a cirurgia de retirada.

Já Verbênia Andrade, de Ribeirão Preto, teve que ser operada imediatamente, senão iria morrer. Ela engoliu um garfo. "Engasguei do nada. A respiração acabou. Aí eu peguei o cabo e pus o cabo primeiro e enfiei. Eu achei que o garfo ia bater na carne, a carne ia descer e eu ia tirar o garfo, mas na hora que bateu na carne, ele desceu junto. Mas eu fui trabalhar normalmente, porque fiquei com vergonha de contar", conta Verônica.

A gastroenterologista Paula Peruzzi Elia, especialista em emergências, tem algumas recomendações. "Não coloque o dedo para tentar tirar, porque isso pode acabar empurrando o objeto e causando alguma complicação mais grave. O certo é procurar um serviço de emergência perto de casa", alerta. "

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Engraçado, hoje a tarde estávamos comentando sobre casos bizarros como estes, acontecidos aqui, em Passos-MG, só que os objetos não foram introduzidos via oral... (embalagens de desodorante, garrafas de refrigerante, tampas de garrafa, etc...)

Essa conversa me fez lembrar que adoro séries médicas tipo E.R., House e Grey's Anatomy. E um episódio em especial de House, onde um garoto se 'diverte' com um mp3 player.






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